Parte I

Fase de Ouro do Water Polo Tricolor

Século XX / 1950 - 1960

A modalidade é centenária no Brasil – o primeiro jogo registrado data de 1908. Tido como o esporte de homens inteligentes, com raciocínio rápido, fisicamente corpulentos e fortes, o Water Polo, assim chamado ainda no idioma inglês, atraía um enorme número de espectadores e torcedores interessados em assistir às performances dos ilustres jogadores. Nos Jogos Olímpicos da Antuérpia, em 1920, o Water Polo foi o primeiro esporte coletivo do país a participar em olimpíadas.

  • Arquivo: Aluisio Marsili
  • Arquivo: Time 1950
  • Arquivo: Aluisio Marsili
  • Arquivo: Aluisio Marsili
  • Arquivo: Aluisio Marsili
  • Arquivo: Time 1960
  • Arquivo: Time 1950
  • Arquivo: Time 1950
  • Arquivo Aladar Szabo: Time 1950

Entre as décadas de 50 e 80, o Fluminense contabilizou numerosos títulos brasileiros, mais participações de jogadores em seleções regionais, universitárias, estaduais, e nacionais. Foi especialmente nos anos 50 e 60 que se deu a primeira Fase de Ouro do Water Polo Tricolor. No período compreendido entre Fevereiro de 1952 e Janeiro de 1961, o clube foi reconhecido como a maior potência do esporte no país. Acumulou, em 104 partidas, 104 vitórias consecutivas, em jogos regionais, interestaduais e internacionais - foram nove anos invicto.

No fim de 58, o tricolor João Havelange, que esteve entre os jogadores do Time Olímpico de 52, em Helsinque, fez valer sua visão vanguardista e convidou o lendário atleta húngaro Aladar Szabo para enriquecer o time do Fluminense, que já havia estado por um período sob a batuta do técnico italiano Paulo Costolli. O profissional trouxe novidades da filosofia de jogo europeia, que incluía a necessidade de uma boa natação, o que atraiu muitos nadadores. Além de métodos e estratégias em treinamentos mais avançados que, posteriormente, foram incorporados também por outros times pelo país.

Já sob o comando do professor Edson Perry, também jogador olímpico de Helsinque 52, que ficou como técnico da Seleção Brasileira por quase duas décadas, e com a vinda do jogador estrangeiro Szabo, o forte time demonstrou ainda mais motivação e seguiu conquistando títulos nos âmbitos regional e nacional.

Márvio Kelly, de nadador em evidência a jogador do clube, se tornou o maior destaque daquele momento. Conquistou o ouro no PanAmericano de 63 e nos SulAmericanos de 62 e 64, mais o bronze nos Jogos Universitários Mundiais de 57, na França, e nos Jogos PanAmericanos de 55 e 59. Ainda, participou de três olimpíadas - Helsinque 52, Roma 60 e Tóquio 64. Vale enfatizar que no início da década de 50, a Seleção Brasileira de Water Polo era quase 100% tricolor – apenas um jogador pertencia a outro time.